Olá Sandra, Parabéns pelo trabalho apresentado. De facto, como nos diz John Steinbeck, a partir da citação que fez deste autor, “não há duas cidades iguais”, da mesma forma que não há dois ecossistemas ou dois habitats urbanos iguais. E é precisamente nessa grande diversidade que se fundamenta a riqueza da biodiversidade citadina, que tão é importante preservarmos. Embora num primeiro impulso se julgue que não existem nas cidades habitats que mereçam ser preservados e que têm uma importante contribuição para os serviços ecossistémicos dos quais dependem os espaços urbanos, a verdade é que num olhar mais atento somos levados a constatar precisamente o contrário, atribuindo um valor ainda maior a todas as zonas verdes, azuis ou até mesmo castanhas que compõem o ‘puzzle’ citadino. É nessas zonas que reside a resiliência e a sustentabilidade da cidade. Tendo em conta a linha de crescimento urbano a que temos assistido, assente na grande densidade populacional dos espaços urbanos e no considerável índice de construção, devemos dar especial atenção ao planeamento e ao ordenamento do território nestes espaços, mais não seja porque assim será mais fácil conseguirmos minorar os problemas associados ao metabolismo urbano, nomeadamente os de índole ambiental. A perde de biodiversidade acontece a cada estrada que abrimos ou asfaltamos, a casa edifício que construímos, impermeabilizando e inviabilizando, por exemplo, a germinação de espécies vegetais nessa área. Parecem-me muito bem estruturadas as estratégias apontadas para a conservação da biodiversidade urbana, contando com o contributo de todas as partes envolvias. Embora não pareça simples, também concordo que devemos dar especial atenção às políticas e estratégias de desenvolvimento económico que assegurem uma eco sustentabilidade contínua. Temos de tornar o mundo utópico das cidades com uma diversidade biológica ‘saudável’ uma realidade num futuro muito próximo, sob pena de, agindo contra essa necessidade, registarmos perdas irrecuperáveis. A afinal de contas, as cidades também podem ser amigas do ambiente e o homem pode nelas ser bastante feliz em comunhão com a natureza. Marco
Muito obrigado pelo seu comentário! Pessoalmente, gosto de pensar que a sustentabilidade urbana é um grande desafio e que não é uma utopia, partindo dos bons exemplos que nos chegam de diversas cidades mundiais. Atualmente, tornou-se indiscutível o quão urgente é olharmos para o meio ambiente e reconhecermos todos os sistemas que o compõem, a forma como todos os elementos interagem e os impactos que o ser humano neles provoca. O respeito pela Natureza advém do reconhecimento do seu valor ecológico e ambiental, pelo que o sucesso de qualquer iniciativa dependerá sempre da capacidade de se conseguir mobilizar governos, entidades privadas e cidadãos. São estes que, conjuntamente, promoverão uma transição para padrões de desenvolvimento mais sustentável. Assim, a literacia ambiental pode e deve ocupar lugar principal na formação do indivíduo, com vista a educar seres humanos mais conscientes e interventivos, contribuindo desta forma para a harmonia do Todo. Citando Mahatma Gandhi: “Seja a mudança que quer ver no mundo”.
Olá Sandra! Muito interessante a sua apresentação. De facto, como muito bem explica na sua apresentação, a definição de áreas urbanas e dos seus limites varia muito entre países e regiões. Mas há dois aspetos comuns a todas as áreas urbanas: com um aumento das áreas urbanas aumenta a procura por valores naturais e por serviços ecossistémicos, fundamentais para a viabilidade das próprias cidades, e o processo de urbanização é responsável pela degradação dos recursos naturais e a perda da biodiversidade. Esta perda de biodiversidade afeta, ainda que de forma diferente, diversos grupos taxonómicos, as comunidades de plantas apresentam uma menor diversidade biológica, as aves apresentam uma enorme redução de diversidade de espécies, as comunidades de artrópodes, fungos e bactérias tendem a diminuir. Dada a importância da biodiversidade no equilíbrio dos ecossistemas, é necessário reconhecer o papel das cidades e autoridades locais na responsabilidade da perda de biodiversidade global e acima de tudo, criar as condições para que estas se tornem agentes ativos na sua conservação. Cumprimentos, Isabel Campos Bibliografia: Gomez-Baggethun, E., Barton, D.N. (2013). Classifying and valuing ecosystem services for urban planning. Ecological economics, 86: 235-245.
Olá Sandra,
ResponderEliminarParabéns pelo trabalho apresentado.
De facto, como nos diz John Steinbeck, a partir da citação que fez deste autor, “não há duas cidades iguais”, da mesma forma que não há dois ecossistemas ou dois habitats urbanos iguais. E é precisamente nessa grande diversidade que se fundamenta a riqueza da biodiversidade citadina, que tão é importante preservarmos.
Embora num primeiro impulso se julgue que não existem nas cidades habitats que mereçam ser preservados e que têm uma importante contribuição para os serviços ecossistémicos dos quais dependem os espaços urbanos, a verdade é que num olhar mais atento somos levados a constatar precisamente o contrário, atribuindo um valor ainda maior a todas as zonas verdes, azuis ou até mesmo castanhas que compõem o ‘puzzle’ citadino. É nessas zonas que reside a resiliência e a sustentabilidade da cidade.
Tendo em conta a linha de crescimento urbano a que temos assistido, assente na grande densidade populacional dos espaços urbanos e no considerável índice de construção, devemos dar especial atenção ao planeamento e ao ordenamento do território nestes espaços, mais não seja porque assim será mais fácil conseguirmos minorar os problemas associados ao metabolismo urbano, nomeadamente os de índole ambiental. A perde de biodiversidade acontece a cada estrada que abrimos ou asfaltamos, a casa edifício que construímos, impermeabilizando e inviabilizando, por exemplo, a germinação de espécies vegetais nessa área.
Parecem-me muito bem estruturadas as estratégias apontadas para a conservação da biodiversidade urbana, contando com o contributo de todas as partes envolvias. Embora não pareça simples, também concordo que devemos dar especial atenção às políticas e estratégias de desenvolvimento económico que assegurem uma eco sustentabilidade contínua. Temos de tornar o mundo utópico das cidades com uma diversidade biológica ‘saudável’ uma realidade num futuro muito próximo, sob pena de, agindo contra essa necessidade, registarmos perdas irrecuperáveis. A afinal de contas, as cidades também podem ser amigas do ambiente e o homem pode nelas ser bastante feliz em comunhão com a natureza.
Marco
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarBoa tarde Marco!
ResponderEliminarMuito obrigado pelo seu comentário!
Pessoalmente, gosto de pensar que a sustentabilidade urbana é um grande desafio e que não é uma utopia, partindo dos bons exemplos que nos chegam de diversas cidades mundiais. Atualmente, tornou-se indiscutível o quão urgente é olharmos para o meio ambiente e reconhecermos todos os sistemas que o compõem, a forma como todos os elementos interagem e os impactos que o ser humano neles provoca. O respeito pela Natureza advém do reconhecimento do seu valor ecológico e ambiental, pelo que o sucesso de qualquer iniciativa dependerá sempre da capacidade de se conseguir mobilizar governos, entidades privadas e cidadãos. São estes que, conjuntamente, promoverão uma transição para padrões de desenvolvimento mais sustentável. Assim, a literacia ambiental pode e deve ocupar lugar principal na formação do indivíduo, com vista a educar seres humanos mais conscientes e interventivos, contribuindo desta forma para a harmonia do Todo.
Citando Mahatma Gandhi: “Seja a mudança que quer ver no mundo”.
Olá Sandra!
ResponderEliminarMuito interessante a sua apresentação. De facto, como muito bem explica na sua apresentação, a definição de áreas urbanas e dos seus limites varia muito entre países e regiões. Mas há dois aspetos comuns a todas as áreas urbanas: com um aumento das áreas urbanas aumenta a procura por valores naturais e por serviços ecossistémicos, fundamentais para a viabilidade das próprias cidades, e o processo de urbanização é responsável pela degradação dos recursos naturais e a perda da biodiversidade. Esta perda de biodiversidade afeta, ainda que de forma diferente, diversos grupos taxonómicos, as comunidades de plantas apresentam uma menor diversidade biológica, as aves apresentam uma enorme redução de diversidade de espécies, as comunidades de artrópodes, fungos e bactérias tendem a diminuir. Dada a importância da biodiversidade no equilíbrio dos ecossistemas, é necessário reconhecer o papel das cidades e autoridades locais na responsabilidade da perda de biodiversidade global e acima de tudo, criar as condições para que estas se tornem agentes ativos na sua conservação.
Cumprimentos,
Isabel Campos
Bibliografia:
Gomez-Baggethun, E., Barton, D.N. (2013). Classifying and valuing ecosystem services for urban planning. Ecological economics, 86: 235-245.